A vereadora Lúcia Barbosa (PSC) fez uma série de questionamentos a respeito da Santa Casa de Misericórdia de Penedo, instituição responsável por uma maternidade, um hospital e um asilo que atualmente está “sujeita às mazelas da Pró-Saúde”, conforme declarou sobre a empresa que administra o complexo desde novembro de 2011.

Em seu pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Penedo nesta quinta-feira, 21 de março, Lúcia Barbosa questionou porque a referida empresa continua à frente da gestão da Santa Casa, apesar de ter perdido a condição de instituição filantrópica, conforme decisão da justiça federal. Ela também perguntou os motivos do afastamento de funcionários e o aumento da folha de empregados, considerando que um dos objetivos da empresa é reduzir custos.

Falta de material e salários atrasados

Na mesma linha de raciocínio, a vereadora quer saber a razão da permanência do administrador Adílson Tralli, um dos pivôs do caos administrativo da Santa Casa, conforme declarou. “Por que falta material médico hospitalar, material de limpeza e há atraso de salários”, indagou a parlamentar que pede um diálogo aberto da Provedoria da instituição com a sociedade, criticando os contatos individuais do Provedor (o bispo diocesano Dom Valério Brada) com membros da Mesa Regente da Provedoria, relação que deveria ser aberta a todos os membros da Irmandade São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos, ordem religiosa mantenedora da Santa Casa de Penedo.

Lúcia Barbosa disse estar feliz com o informe da chegada de recursos para Santa Casa feito pelo colega parlamentar Derivan Thomaz, mas questionou ainda o motivo da falta do repasse ao INSS do valor recolhido dos funcionários da Santa Casa, apesar de a Pró- Saúde contratar prestadores de serviço sem resolver os problemas das dívidas que afundam a instituição que peca pela falta de transparência em sua administração, segundo a vereadora.

Problemas no Sesp

Funcionária da área de saúde, Lúcia Barbosa também voltou a cobrar, em caráter de urgência, uma reforma no 3º Centro de Saúde, o antigo Sesp, seu local de trabalho há 34 anos. Ela teme o risco de desabamento da laje porque há infiltrações em sua estrutura, situação que coloca em risco a vida de funcionários e usuários daquela repartição.