A greve do funcionalismo municipal foi destacada no pronunciamento de Antônio Nélson Oliveira de Azevedo Filho (Nelsinho). Ele declarou-se solidário com os funcionários e que a greve é motivada por “falta de respeito, de compromisso e de diálogo do prefeito com o servidor público”, e não devido à crise financeira na prefeitura, como tem sido a justificativa oficial para a ausência de reajuste salarial nos dois últimos anos.

Nelsinho afirmou que houve aumento de 14,5% nos repasses mensais para a Prefeitura de Penedo, comparando valores dos anos de 2012 e 2014. Além disso, destacou que o município recebe desde o ano passado royalties da Petrobras e que economiza, por mês, valor igual ao de oito salários de médico do PSF em função dos cubanos que atualmente trabalham em Penedo.

A precariedade das condições de trabalho e de estrutura de setores da prefeitura foram criticadas por Nelsinho, citando o que viu durante visita a escolas e postos de saúde. Sobre a demissão de pessoal contratado, o vereador avalia que a economia é irrisória porque atingiu somente trabalhadores assalariados, enquanto pessoas “ligadas ao prefeito”, beneficiadas com altos salários e locação de veículo, são preservadas da dispensa.