Posto de saúde fechado, ausência de ambulância e de médico

O Vereador Nem Batista cobrou solução para a precariedade da assistência médica nos povoados Santa Margarida, Palmeira Alta, Prosperidade e Pescoço. Natural da região, o parlamentar exigiu que a Prefeitura promova a retomada da assistência plena para a população que depende do SUS, reivindicação feita durante a sessão realizada em 22 de agosto na Câmara Municipal de Penedo.

De forma indignada, Nem Batista expôs em seu discurso na tribuna que um dentista não pode trabalhar na unidade situada em Santa Margarida porque a cadeira do gabinete odontológico está quebrada há um ano. No mesmo posto que tem estrutura física de “Primeiro Mundo”, conforme ressaltou, não há médico desde o início de 2013, o que rebaixou a unidade do quadro de Estratégia de Saúde da Família para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).

Arrombaram posto de saúde fechado

A situação exposta por Nem Batista mostra que a situação também é ruim no Povoado Prosperidade, um dos mais distantes do centro urbano de Penedo. O posto de saúde está fechado, já foi arrombado por falta de vigilante e está cercado por lixo. Pior mesmo é para quem reside no Povoado Pescoço, distante cerca de 5 quilômetros da Palmeira Alta, comunidade para onde os moradores se deslocam a pé a fim de conseguir algum tipo de atendimento na área de saúde.

Pra completar, cinco áreas daquela região estão sem Agente Comunitário de Saúde, informou o parlamentar. “Tudo isso é muito triste e eu não posso ficar calado vendo o meu povo sofrer desse jeito”, desabafou Nem Batista que tem sido procurado pela comunidade para resolver problemas como o transporte de pacientes até a cidade, viagem que custa R$ 120,00, conforme declarou. A despesa sai do bolso do Vereador que pede a volta das ambulâncias que atendiam áreas da zona rural de Penedo, inclusive onde o parlamentar nasceu e mora há 45 anos.

Explicações da Secretária Vera Costa

Nem Batista fez um apelo para que a Secretária de Saúde Vera Costa visite aquela região e dê explicação aos moradores, cobrando ainda tratamento igual para as comunidades. “Se no posto da Palmeira Alta tem servidor contratado, por que no da Santa Margarida não pode ter também?”, questionou, encerrando seu pronunciamento com mais uma crítica: apesar dos requerimentos já feitos por ele, parte do muro da Escola Municipal Hanna Bertholet ainda não recebeu o devido conserto.