A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) referente à suposta falta da aplicação, em sua totalidade, de recursos da União para obras de saneamento em Penedo durante a primeira a gestão do prefeito Március Beltrão foi tema do discurso do vereador Nelsinho (Antônio Nélson Oliveira de Azevedo Filho/PSDC) durante a sessão realizada em 21 de fevereiro na Câmara Municipal de Penedo (CMP).

Para o vereador, o processo movido pelo MPF tem como pior consequência o fechamento das portas da Codevasf para o município de Penedo quando se tratar de obras de saneamento básico. “Como é que nos temos uma empresa dentro de Penedo, que está saneando o Estado inteiro, que nós não poderemos usar?”, lamentou o líder da bancada de oposição depois de citar os investimentos que o governo federal está fazendo em municípios alagoanos por meio da Codevasf.

“Esse processo traz vários impedimentos para a nossa cidade, não só a mim como vereador, mas para todos os moradores de Penedo”, argumentou Nelsinho, apontando um problema que ocorre próximo à igreja da Cohab como reflexo do uso do “recurso que chegou a Penedo e não foi bem aplicado”, segundo o parlamentar que explicou porque faz parte do bloco de oposição, posicionamento que não o fará ser contrário a tudo que venha do Poder Executivo, conforme ressaltou.

Nelsinho questionou o andamento de obras passadas da gestão anterior para a atual, como ginásio de escolas, postos de saúde e estação de tratamento de esgoto. “Hoje, as obras estão completamente paradas!”, perguntando o motivo da situação, já que há recursos depositados em contas da prefeitura e as empresas estavam tocando os serviços até o final do ano passado.

O vereador também falou sobre supostas mudanças no cadastro de acesso ao Programa Minha Casa, Minha Vida, alterações que estariam atendendo interesses politiqueiros. Por fim, Nelsinho falou sobre as divergências comuns aos parlamentos e pediu explicações sobre procedimentos administrativos da Secretaria da Câmara Municipal de Penedo, normas explicadas pelo 1º Secretário da Mesa Diretora da CMP, vereador Derivan Thomaz.