A efetivação do Decreto Municipal nº 473 – que regulamenta a margem de consignação do cartão dos servidores da Prefeitura de Penedo – foi duramente criticada pelo Vereador Messias da Filó (Manoel Messias Lima). O parlamentar não questiona a legalidade do ato, mas as consequências causadas ao funcionalismo municipal e comércio penedense.

Em seu discurso na tribuna da Câmara Municipal de Penedo (CMP) na última quinta-feira, 26, Messias não poupou críticas nem ao Sindspem e nem ao governo municipal. Ao sindicato por ter permitido o aumento da margem de consignação aos servidores, elevando o poder de compra do trabalhador que teve o salário comprometido acima do que poderia ocorrer.

Em relação à administração municipal, a efetivação do decreto sem discussão prévia com empresários e lojistas penedenses mostra até falta de respeito com o setor que mais fera empregos em Penedo.
Além disso, em meio à crise geral agravada pela execução de obras que afastam clientes do centro comercial de Penedo, o comércio não poderia receber notícia pior com a aproximação do final do ano, melhor época para o setor que deverá contar somente com o 13º salário dos consumidores.

“Quem está pagando a conta não vive brigando, digladiando, os empresários estão sendo desrespeitados de modo geral pelas duas instituições (sindicato e prefeitura). Se permitiu o aumento do limite do cartão, os comerciantes acreditaram e deram crédito. De repente, se baixa um decreto onde se diz problema seu!”, argumentou Messias da Filó.

“Tem que se rever essa situação, os comerciantes não estão conseguindo chegar nem a 40%, 50% do que conseguiram no ano passado, o que está acontecendo agora é uma tragédia para comerciantes e servidores”, reclamou o parlamentar que atua no comércio de Penedo há mais de quatro décadas.

“Não tem outra solução, é preciso que se chegue a um entendimento, o que deveria ter sido feito lá atrás”, conclui Messias da Filó que destacou o trabalho do colega parlamentar Ronaldo Vicente na Pastoral do Idoso e a prisão do Senador Delcídio Amaral, sinal de novos tempos no Brasil.