A criação da unidade executora do PAC Cidades Históricas continua rendendo polêmicas na Câmara Municipal de Penedo. Segundo o vereador Antônio Nélson Oliveira de Azevedo Júnior (Nelsinho), um secretário do governo municipal deve considerar “idiota” o povo e os parlamentares por ter declarado que o projeto enviado pelo Poder Executivo apenas regulamenta servidores efetivos do município.

“Isso é chamar o povo e os vereadores de idiotas, como se ninguém tivesse condições de analisar os projetos que chegam nesta Casa. Essa justificativa é balela, é conversa mole, são empregos de alto salário que vão ser contratados a bel prazer, por quem o prefeito quiser”, afirmou Nelsinho sobre a aprovação na sessão anterior da matéria que cria cargos comissionados e gera impacto na folha do funcionalismo na ordem de noventa mil reais.

O vereador acrescentou às suas críticas a atual situação de postos de saúde e escolas mantidas pelo município. Sobre as obras não concluídas e com verba destinada desde 2009, Nelsinho fez um breve histórico da tramitação burocrática e os atrasos provocados pela legislação eleitoral. O líder da bancada de oposição disse que o atual governo municipal não tem competência para gerir um recurso que, caso venha a ser perdido, atestará a incompetência da gestão.

“Não houve morosidade nenhuma, está havendo agora”, declarou Nelsinho. Ele também voltou a afirmar que o Portal da Transparência da Prefeitura de Penedo “continua congelado há dois meses”, ausência de atualização que mostra a falta de transparência do governo Március Beltrão. A título de comparação, Nelsinho disse que as informações disponíveis no portal da Prefeitura de Piaçabuçu mostram o empenho e o pagamento de R$ 17 milhões em 2013. No portal de administração penedense, a movimentação financeira no mesmo período resulta no valor de apenas cento e sessenta mil reais.