O presidente do Sport Club Penedense atendeu convocação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Penedo (CMP) e compareceu à sessão realizada nesta quinta-feira, 31. Farley Pereira pediu apoio para o clube que decide domingo, 03, uma vaga na Primeira Divisão do futebol alagoano contra o Santa Rita, time da cidade de Boca da Mata.

Representantes de torcidas organizadas do alvirrubro ribeirinho também estiveram na reunião que não contou com a presença do comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, o Tenente Coronel Hermelindo João Pereira Filho. O oficial também foi convidado para falar sobre medidas de segurança que poderiam ser oferecidas pela Polícia Militar a fim de evitar possíveis conflitos entre as torcidas no jogo decisivo, mas não compareceu porque já havia sido convocado previamente para uma reunião em Arapiraca com os Gestores das Áreas Integradas de Segurança Pública, conforme informou em ofício enviado à CMP.

Sugestões

Sem representante da Polícia Militar na sessão, os parlamentares fizeram sugestões ao presidente Farley Pereira, com a vereadora Lúcia Barbosa assumindo o compromisso de ir ao quartel do 11º BPM nesta sexta-feira, 01 de novembro, para tentar viabilizar ações preventivas em relação ao jogo que acontecerá no campo do Santa Rita. A princípio, três ônibus estão garantidos para o transporte dos torcedores de Penedo até Boca da Mata, mas o receio de eventuais represálias por conta do tumulto registrado após o fim da primeira partida gerou a necessidade de se adotar medidas preventivas.

O Presidente da CMP, Alcides de Andrade Neto (Cidoca), esteve no estádio Dr. Alfredo Leahy no jogo que acabou empatado em um a um e fez um relato do que ocorreu fora do gramado. Ele parabenizou os policiais militares pela forma como controlaram a situação, sem agredir os torcedores penedenses, mas lamentou a ausência de revista num dos veículos da comitiva dos dirigentes do Santa Rita, grupo liderado por Gustavo Feijó, prefeito de Boca da Mata, presidente da Federação Alagoana de Futebol e principal mandatário do Santa Rita.

A revista no carro poderia ter resultado na localização da arma de fogo que torcedores do Penedense afirmam ter sido mostrada por um dos seguranças de Gustavo Feijó, motivo do tumulto gerado no fim do jogo. O dirigente alegou que ele e seus familiares sofreram agressões verbais e foram intimidados ao passar entre os torcedores alvirrubros após a partida no trajeto em direção aos carros, confronto que deveria ter evitado justamente para não causar qualquer tipo de desentendimento com a torcida local.

Texto Fernando Vinícius – Jornalista MTB 837/AL